
A Base da Fitoterapia: Uma Ciência Milenar | Widom
Conheça a Base da Fitoterapia: Uma Ciência Milenar com Comprovações Científicas Atuais!
A Fitoterapia é uma prática terapêutica ancestral que se baseia no uso das plantas medicinais para promover a saúde e tratar diversas condições de saúde.
Seus princípios remontam às civilizações antigas, onde o conhecimento sobre as propriedades medicinais das plantas era transmitido de geração em geração.
Neste artigo você vai aprender:
1. Fitoterapia: Origem do Termo
2. Base da Fitoterapia: Origens Históricas
3. Base da Fitoterapia: Princípios Norteadores
4. Como Utilizar e Prescrever as Plantas Medicinais com Segurança?
1. Fitoterapia: Origem do Termo
O termo “Fitoterapia” tem origem na junção de duas palavras de origem grega: “phyton”, que significa planta, e “therapeia”, que significa tratamento ou cura.
Logo, podemos resumir:
Fitoterapia = Cura Através das Plantas
Essa prática tem sido parte integrante de sistemas de medicina tradicionais em todo o mundo, sendo também incluída no SUS (Sistema Único de Saúde).
Hoje, a Fitoterapia é uma prática reconhecida e com comprovações científicas, tendo o seu uso sistematizado por órgãos regulamentadores como a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por exemplo.
2. Base da Fitoterapia: Origens Históricas
As primeiras civilizações a utilizar a Fitoterapia remontam à antiguidade e são encontradas em várias partes do mundo.
Uma dessas civilizações foi a do Egito Antigo, onde os antigos egípcios desenvolveram um profundo conhecimento sobre as propriedades medicinais das plantas.
Eles registraram esse conhecimento em papiros médicos, como o famoso Papiro de Ebers, que data de cerca de 1550 a.C.
Esses documentos detalhavam o uso de uma variedade de plantas, incluindo aloe vera, alcaçuz e sálvia, para tratar uma ampla gama de condições médicas, desde feridas e infecções até problemas digestivos e respiratórios.
Outra civilização que contribuiu significativamente para o desenvolvimento da Fitoterapia foi a Mesopotâmia, localizada na região entre os rios Tigre e Eufrates (atual Iraque, Síria e Irã).
Os antigos mesopotâmicos possuíam uma rica tradição médica que incluía o uso de plantas medicinais em suas práticas.
Textos cuneiformes datados de cerca de 2600 a.C. descrevem o uso de plantas como o alho, o cominho e a papoula para tratar uma variedade de doenças e enfermidades.
Na China Antiga, a Fitoterapia estava integrada à Medicina Tradicional Chinesa (MTC), uma das mais antigas formas de medicina praticadas até hoje.
O Shen Nong Ben Cao Jing, um dos mais antigos textos chineses sobre plantas medicinais, datado de cerca de 200 a.C., descreve centenas de plantas e seus efeitos terapêuticos.
A MTC reconhece as propriedades medicinais das plantas e as utiliza em formulações complexas para tratar uma variedade de condições, promovendo o equilíbrio e a saúde do corpo e da mente.
Essas civilizações antigas foram apenas algumas das muitas que reconheceram o valor terapêutico das plantas e as utilizaram em seus sistemas médicos.
Seus conhecimentos e práticas forneceram uma base sólida para o desenvolvimento posterior da Fitoterapia como ciência, que continua a ser estudada e cada vez mais utilizada por pessoas e profissionais da saúde que buscam tratar sintomas e doenças de uma forma mais natural e eficaz.
3. Base da Fitoterapia: Princípios Norteadores
A Fitoterapia contém alguns princípios básicos que norteiam a sua aplicação terapêutica:
- Individualidade Biológica: Reconhecendo que cada indivíduo é único, a Fitoterapia leva em consideração as características biológicas, genéticas, emocionais e ambientais de cada pessoa ao prescrever tratamentos à base de plantas. Isso significa que um mesmo problema de saúde pode ser tratado de maneira diferente em diferentes pessoas, de acordo com suas necessidades específicas.
- Abordagem Holística: A Fitoterapia considera o corpo humano como um sistema integrado, onde o equilíbrio entre corpo, mente e espírito é essencial para a saúde. Dessa forma, os tratamentos fitoterápicos não se limitam apenas a aliviar os sintomas da doença, mas também buscam identificar e tratar as causas subjacentes dos desequilíbrios de saúde, promovendo assim uma recuperação completa e duradoura.
- Sinergia das Plantas: Muitas vezes, as formulações fitoterápicas combinam várias plantas medicinais em uma única preparação, buscando potencializar os efeitos terapêuticos e garantir uma ação equilibrada no organismo. Essa abordagem sinérgica reconhece que as plantas podem atuar de forma complementar umas às outras, proporcionando benefícios adicionais quando combinadas adequadamente.
- Conhecimento Empírico e Científico: A Fitoterapia valoriza tanto o conhecimento tradicional e empírico sobre as propriedades das plantas quanto a pesquisa científica moderna. Embora muitos tratamentos fitoterápicos sejam baseados em práticas ancestrais, é importante que sua eficácia e segurança sejam validadas por estudos científicos rigorosos, fornecendo assim uma base sólida para sua utilização na prática clínica.
- Respeito ao Meio Ambiente: A Fitoterapia reconhece a importância da preservação da biodiversidade e dos ecossistemas naturais para a saúde humana. Portanto, incentiva o uso sustentável das plantas medicinais, promovendo práticas de cultivo ecológicas e o respeito ao ciclo de vida das espécies vegetais.
Esses princípios norteadores fornecem uma estrutura sólida para a utilização segura e eficaz das plantas medicinais, sendo considerados como a Base da Fitoterapia Contemporânea.
Ao integrar esses princípios em sua abordagem terapêutica, os Fitoterapeutas oferecem uma alternativa natural e holística para o cuidado da saúde, visando o bem-estar integral dos indivíduos.
4. Como Utilizar e Prescrever as Plantas Medicinais com Segurança?

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